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Seria o começo de uma nova ordem mundial?

Publicado 17/05/2017

Desde maio de 1968, quando os jovens franceses se rebelaram e plantaram as bases da onda libertária e ecológica que varreu o mundo, não vivíamos tempos tão propícios a mudanças. Exceto as revoltas populares que já derrubaram governos tendo as redes sociais como instrumento, temos situações concretas de profundas transformações. A Grã-Bretanha sai da União Européia e pode perder parte de seu território, os Estados Unidos elegeram o controverso Donald Trump e a França colocou na presidência um jovem político de 39 anos e ruma para o centro e, até, para a direita. Entre outros, o Brasil experimenta um momento singular onde praticamente toda a classe política tem sua biografia manchada pela corrupção sistêmica e o presidente da República pode perder o mandato por irregularidades de custeio na sua campanha eleitoral. Tudo isso, sem falar dos clássicos e intermináveis conflitos no Oriente Médio, entre as Coréias e da derrocada da Venezuela e do bolivarianismo.

                Donald Trump é o mais novo destinatário de um pedido de impeachment. Com todas as estripulias que tem praticado desde a posse, a 20 de janeiro, não será difícil que a matéria ganhe corpo no parlamento de Washington e obtenha reforços. Emmanuel Macron, na França  pós-fracasso do governo socialista de Francois Hollande, de quem foi ministro, terá de mudar tudo para poder governar. O Brasil de Michel Temer enfrenta as rebarbas de um processo de impeachment que afastou Dilma Rousseff mas, em vez de cumprir a Constituição, que suspende o afastado por oito ano, deixou-a livre para lutar contra o seu ex-companheiro de chapa e tentar impor dificuldades ao seu governo.

                Nós, brasileiros, somos bombardeados diariamente pelas notícias dos malfeitos da era petista e de seus aliados, hoje investigados ou processados. Somos abordados pela propaganda (muitas vezes inverossímil) sobre as reformas trabalhista e previdenciária, e ainda temos razões para nos preocupar com o mau desempenho da economia, que já gerou 14,2 milhões de desempregados. Nos alentam apenas os números de reaquecimento econômico resultantes da confiança que o empresário e o investidor deposita no governo. Causam profunda preocupação, no entanto, as notícias de que o governo estaria utilizando a velha prática de conceder benesses a parlamentares para poder aprovar seus projetos polêmicos. Mas o pior é saber que, independente de ser bom ou ruim, há a possibilidade de, em junho, o governo cair por causa do processo no Tribunal Superior Eleitoral. Será que o país aguenta? Tem de agüentar.

                A República brasileira, na maior parte do seu tempo, viveu de déu em déu, como diz a música antiga, e agora o quadro pode se repetir. Se Temer cair, o Congresso elegerá alguém para governar até o final de 2018 e a vida continuará. O que preocupa é pensar em que condições continuará, o que será feito dos atuais planos, quem poderá ser eleito e, principalmente, como chegaremos às eleições de presidente, governadores, senadores e deputados. Vamos avançar ou retroceder? E a democracia, ainda se cantada em prosa e verso, resistirá?

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Fonte: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL

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