Container

Rádio Cultura Riograndina

Endereço: General Osório - Edifício Câmara do Comércio - , 430/Sala 204 - Centro - rio grande - RS - CEP 96.200-400

Telefone: (53) 3232-2303 - Celular: (53) 99164-7867 -

Pelotas

Endereço: - - RS

Telefone: (53) 9165-9164

São José do Norte

Endereço: - - RS

Telefone: (53) 3238-1100

Rio Grande, 11 de Dezembro de 2017

Rádio Cultura Riograndina - Rio Grande, Rs.

Está no ar

Plataforma Portais Eletrônicos

Identifique-se

Painel de Controle

Mala Direta

Artigos

A marrenta reforma previdenciária

Publicado 04/12/2017

Foi suspensa, por ordem judicial, a campanha que o governo veiculava no rádio e na TV, dizendo que a reforma da previdência combate privilégios supostamente auferidos pelos servidores públicos de maiores salários, que se aposentam com vencimentos integrais, portanto acima do teto de R$ 5 mil praticado pelo INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social) sobre os aposentados da iniciativa privada. O argumento utilizado para a contestação judicial é que a campanha apenas sugere mas não explicita como a aprovação da reforma previdenciária propiciará mais recursos para a saúde e educação, e que a pregação contida nos anúncios causará danos à honra e dignidade dos servidores públicos.
                Depois de safar-se das duas denúncias que poderiam tê-lo afastado do poder, o presidente Michel Temer volta-se obstinadamente para a reforma da previdência. Além da campanha midiática, faz corpo-a-corpo com deputados e senadores na tentativa de ver a matéria aprovada ainda neste resto de 2017. Mas o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado do presidente, adverte que ainda faltam muitos votos para se chegar aos 308 necessários à aprovação do projeto. De outro lado, já existem 210 deputados federais que declararam voto contrário. Considerando-se que a Câmara dos Deputados tem 513 parlamentares, eliminados os 210, restarão apenas 303, número insuficiente para atender à pretensão governamental.
                Reformar a Previdência Social é uma extensa e trabalhosa tarefa. Não bastará uma simples lei negociada com o Congresso. O presidente e sua equipe devem saber disso e canalizar a energia que ainda sobra ao governo para tarefas mais imediatas e necessárias, como a reforma eleitoral para valer a partir das eleições de 2020, ajustes na política tributária para melhorar a arrecadação de estados e municípios e outras ações menos explosivas do que mexer na aposentadoria de todos os brasileiros.
                Se conseguir entregar o governo ao seu sucessor com a economia recolocada “nos trilhos”, conforme ele próprio insiste, Michel Temer já terá feito a sua tarefa e até se redimido de ter apoiado e participado do governo anterior, que nos levou à bancarrota. E a reforma da Previdência poderá ser obra do próximo governo. Mas não pode ser simplesmente decretada. Tem de ser resultado de ampla discussão nacional, já que mexe com todos os brasileiros e promove alterações em direitos adquiridos. Não é obra para um governo-tampão...
 

Leia mais sobre: Artigos

Fonte: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL

Compartilhe

Delicious Digg Google Bookmarks Mixx MySpace Reddit Sphinn StumbleUpon Technorati RSS

Enquete

Você concorda com o fim do auxílio-reclusão e a criação de um benefício para as vítimas dos crimes?

Resultado

Banner1 178x317

Banner7 178x88

Banner5 178x88

Topo 982x346

Banner3 178x88

Banner4 178x88

Banner2 178x88

Banner6 178x88